sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Conto 4 - "Um Conto Rimado" - Parte 19

Final


Ao filho Tiago quis dar a boa nova,
Dando-lhe a noticia quando apareceu,
Queria saber se não haveria reprova,
Por deixar de ser o único filho seu.

Tiago riu-se muito daquela novidade,
Porque seriam sim mais dois irmãos,
Pois sua mãe também estaria na maternidade,
Dali a uns meses haveria dois bebés chorões.

Para Gonçalo foi uma grande surpresa,
Porque ainda não sabia que Joana namorava,
Ela tinha pedido segredo para sua defesa,
Com medo que ele sabendo o filho resgatava.

Estavam ambas grávidas com o mesmo tempo,
Prevendo-se que nascessem em Dezembro,
Se fosse a 25 seria um grande acontecimento,
Sendo o Menino Jesus esse novo membro.

Passaram meses e tudo corria muito bem,
O filho Tiago era o pombo correio,
Acarinhado por todos neste vaivém,
Fazer um convívio juntos era seu anseio.

Então os seus pais resolveu convidar,
Cada qual com o seu acompanhante,
Para travarem conhecimento num jantar,
E no final brindarem com espumante.

Passado uns dias o jantar aconteceu,
Os pais orgulharam-se do seu filho,
Com a sua atitude a amizade fortaleceu,
Davam-se todos bem e não havia sarilho.

Já existiam mais dois irmãos no Natal,
Nasceu a irmã Filipa e um irmão João;
Tiago sentia uma felicidade sem igual,
Tinha duas famílias que amava de coração.

E para comemorar melhor esta benção,
Resolveram fazer a festa em conjunto,
Em casa de Laura fizeram a junção,
De familiares e o Natal foi tudo junto.

Paula Costa - 26.12.2008

------------------Fim--------------------

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Conto 4 - "Um Conto Rimado" - Parte 18


O divórcio saiu passado pouco tempo,
Agora já não havia perigo de se saber,
A todos mostravam o seu sentimento,
Namoravam abertamente sem se esconder.

Joana veio a saber desta relação,
Mas há muito que já desconfiava,
Sofreu bastante com esta revelação,
Mas era passado, não podia ficar brava.

Tinha também que sobreviver,
Era jovem e bonita para ficar só,
Resolveu valorizar-se e emagrecer,
Conhecer alguém para o forró.

Passado poucos meses Gonçalo casou,
Em casa de sua amada foi acolhido,
Dado ter enriquecido quando enviuvou,
Herdando todos os bens do seu marido.

Laura era empresária duma loja de ouro,
Foi desta forma que o ex marido investiu,
Era dona e senhora dum grande tesouro,
E com a morte dele, ela prosseguiu.

Por isso sua casa era muito espaçosa,
Não foi preciso procurarem casa nova,
Bem decorada porque Laura era habilidosa,
Um gosto requintado que qualquer um aprova.

Tiago, com o pai passava muito tempo,
Embora judicialmente fosse quinzenalmente,
A boa relação com Joana dava consentimento,
E se o filho queria, a mãe não era intransigente.

A felicidade reinava neste novo lar,
Só faltava ver aumentada a família,
E ambos decidiram por isso lutar,
Ao filho Tiago dar um irmão um dia.

Laura, nas suas regras sentiu um ligeiro atraso,
Fez análises em segredo para não dar esperança,
Não fosse o resultado negativo por acaso,
E afinal não estar à espera duma criança.

Mas a boa notícia veio rapidamente,
Era verdade que estava de esperanças,
Quando o marido chegou disse suavemente:
- Querido, senta-te aqui e vê se descansas!

Gonçalo estranhou esta sua atitude,
Ficou preocupado e também curioso,
Quis logo saber se estava boa de saúde,
Ao que ela o descansou em tom amoroso.

Sobre a sua barriga colocou a mão dele,
Sorriu graciosamente para o seu marido,
Gonçalo entendeu que momento era aquele,
E as lágrimas escorreram-lhe agradecido.
Paula Costa - 19.12.2008...(continua....)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Conto 4 - "Um Conto Rimado" - Parte 17


Finalmente todos se enfrentaram,
Foram feitas as devidas apresentações,
Juntos à mesa conversaram e jantaram,
Com serenidade e sem complicações.

Notava-se que Laura tinha tido sucesso,
Pela alegria com que todos se encontravam,
E Gonçalo sentiu um grande progresso,
Orgulhoso pelo encontro que efectuaram.

Sentiu-se com coragem para uma surpresa,
Que antes não tinha ainda decidido fazer,
Mas preparou-se para a fazer com a certeza,
Que ela tinha sido aceite por todos com prazer.

Retirou do bolso uma linda caixinha preta,
Para sua amada se virou e disse de seguida:
- Laura amo-te muito mas não sou poeta,
- Queres casar comigo minha querida?

Bateram-se palmas em redor daquela mesa,
Laura abriu a caixinha que continha um anel,
Sem contar ficou espantada e disse com subtileza:
- É lindo! Ser tua mulher vai ser o meu papel.

Uma garrafa de champanhe foi aberta,
Para festejar este pedido de casamento,
E os pais de Gonçalo fizeram uma oferta,
De um ramo de rosas para este momento.
Paula Costa - 18.12.2008...(continua....)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Conto 4 - "Um Conto Rimado" - Parte 16


Os pais de Gonçalo se esmeraram,
Queriam que o filho se sentisse satisfeito,
E um jantar com requinte elaboraram,
Preparado com gosto para esse efeito.

Laura é uma mulher linda mas modesta,
Que transborda simplicidade e simpatia,
Seria apenas um jantar e não uma festa,
Bom entendimento é o que ele mais queria.

Foi buscar o filho e deixou nos avós,
Para depois ir ter com sua amada,
Transmitindo-lhe confiança ainda a sós,
Levando-a depois menos assustada.

Quando a viu ficou deslumbrado,
Tinha-se produzido ainda mais,
Estava linda e ele fascinado,
Outra mulher assim não teria jamais.

Beijou-a orgulhoso e apaixonado,
Seu dias eram cada vez melhores,
A felicidade afinal tinha voltado,
Depois daqueles tempos piores.

Estava pronta para a apresentação,
Sentia ter um amor verdadeiro,
Tinha a certeza naquela relação,
Mas Tiago teria de conquistar primeiro.

Iria ser muito fácil com certeza,
Porque Laura é uma mulher adorável,
E quando estivessem todos à mesa,
Seria um jantar bem agradável.

Paula Costa - 15.12.2008...(continua....)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Conto 4 - "Um Conto Rimado" - Parte 15


Nesse período de um certo sigilo,
Gonçalo e Laura viam-se às escondidas,
Preferiu assim para andar mais tranquilo,
E mais tarde não ter surpresas indevidas.

No início do namoro já assumido,
Finalmente o desejo falou mais alto,
Entregaram-se a um amor destemido,
E nos braços dele Laura deu o salto.

Sentia-se mais segura para o fazer,
Sabia que Gonçalo a amava de verdade,
Com ele todos os dias queria amanhecer,
E permanecer para toda a prosperidade.

Chegou o dia de à família a apresentar,
Dado aos pais Gonçalo já ter contado,
Convidou o filho mas antes quis falar,
E prepará-lo para depois não ser julgado.

O filho já tinha idade para compreender,
Ouviu-o atento e deu-lhe consentimento,
Embora com receio de a conhecer,
Com medo dum futuro afastamento.

Mas o pai depressa o fez sossegar,
Que nunca o abandonaria por nada,
E nenhuma mulher os faria separar,
Sendo mesmo a sua namorada.

Disse que Laura iria ser sua amiga,
Porque era uma mulher especial,
Tinha a certeza que não haveria briga,
E manteriam uma relação sensacional.

Pediu para à sua mãe ainda não contar,
Pelo menos até ao divórcio sair,
Porque sua vida poderia complicar,
Se Joana, traída se pudesse sentir.

Estava tudo preparado para o jantar,
Laura é que estava muito nervosa,
Havia sempre o medo de não agradar,
Mas sentia-se confiante e corajosa.


Paula Costa - 12.12.2008...(continua....)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Conto 4 - "Um Conto Rimado" - Parte 14


Enquanto permanecia meio preso,
O telefone era o objecto de comunicação,
Com a esposa continuava o seu desprezo,
Para que não tivesse esperanças na relação.

Na semana seguinte deixaria de vez o lar,
Na casa dos seus pais iria voltar a residir,
Não queria por enquanto de Laura falar,
Mas no futuro era com ela que se ia unir.

Tudo a seu tempo se iria encaixar,
Sem pressas e sem ferir ninguém,
Até lá algum sigilo, mas podia namorar,
E mais tarde no altar poder dizer amén.

Passaram-se alguns meses neste impasse,
Os papéis do divórcio em andamento,
Parecia estar mais perto o seu novo enlace,
Mas queria com Joana ter bom entendimento.

Havia um filho, fruto daquela união,
Que gostaria que os pais se entendessem,
Já era desgostoso viver com a separação,
Pior seria se mãe e pai se indispusessem.

Paula Costa - 05.12.2008...(continua....)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Conto 4 - "Um Conto Rimado" - Parte 13


Permaneceu no hospital mais 1 semana,
E só tinha a visita dos seus familiares,
Falava bem ao filho mas ignorava Joana,
Dirigindo-se a ela em assuntos peculiares.

Quando o filho não estava presente,
Fez ver à esposa as suas intenções,
O que já tinha dito era ponto assente,
Ela que arranjasse novas soluções.

Joana ouvia-o e só conseguia chorar,
Depois do acidente piorou a situação,
Teria que ter força e a sua vida mudar,
Não havia clima para uma reconciliação.

Com Laura só falava ao telemóvel,
Prometendo poder vê-la brevemente,
Sentia-se melhor e menos imóvel,
Tendo alta só a queria ver na frente.

Avisou os seus pais da sua decisão,
Ficaram tristes mas compreenderam,
Amavam-no e estenderam-lhe a mão,
E o regresso ao seu lar lhe propuseram.

Rapidamente voltou a casa recuperado,
Mas com algumas restrições do hospital,
Trabalhar e sair de casa não era adequado,
Poderia ainda ter náuseas e sentir-se mal.

Paula Costa - 04.12.2008...(continua....)